Abiplast lança perfil do setor de transformação com segmentação de mercado focada em produtos

    24/08/2012

    Abiplast lança perfil do setor de transformação com segmentação de mercado focada em produtos

    A nova análise da Abiplast contém, além dos números referentes à produção e ao consumo aparente, uma nova abordagem dos transformados plásticos, apontando seu valor agregado e tecnologia, bem como a segmentação do mercado e sua ampla utilização em praticamente todas as cadeias produtivas, como a construção civil, alimentos, bebidas, automóveis e autopeças, agricultura, indústria farmacêutica, médico hospitalar, limpeza e perfumaria, utilidades domésticas, entre outros. Nesta edição, também são incluídos, pela primeira vez, dados sobre a indústria de reciclagem de plásticos pós-consumo, uma iniciativa importante para se entender e mapear o ciclo dos produtos. O conteúdo do “Perfil 201 1 – indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico” resulta de um esforço de reestruturação da inteligência de mercado do setor. Uma das novidades refere-se à inclusão de dados sobre reciclagem, uma resposta da atividade aos desafios da sustentabilidade e preservação ambiental.

    Competitividade

    Em 2011, o setor de transformação do plástico foi responsável pela criação de quatro mil postos de trabalho, 1,1% a mais do que no ano anterior. Assim, contribuiu para a inclusão socioeconômica dos brasileiros, o crescimento do PIB e o enfrentamento da crise mundial. Consolidou sua posição como 3º maior empregador da indústria de transformação no País, respondendo por 4% do total do emprego gerado pela indústria de transformação brasileira. Os dados positivos relativos ao mercado de trabalho incluem-se nas estatísticas setoriais que constituem o conteúdo deste perfil elaborado pela Abiplast. Segundo o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, “os números de empregos gerados, contudo, refletem muito mais o otimismo do empresariado do que propriamente a performance do setor, que, afetado pela perda de competit ividade que atinge toda a indústria de transformação brasileira, viu a sua produção física recuar 2% na comparação com 2010.” Verificou-se queda de 7,8% nos laminados, 2,7% nas embalagens e pífio avanço de 0,3% na rubrica artefatos plásticos diversos.

    Importações cresceram 20% em 2011

    A demanda brasileira por produtos transformados plásticos cresceu 3% sobre o ano anterior, mas parcela expressiva desse mercado foi suprida por produtos fabricados em outros países. As importações setoriais cresceram 20% em US$/FOB, em relação a 2010. “Claramente, estamos perdendo espaço para os concorrentes estrangeiros”, alerta Roriz. “O setor de plásticos transformados, assim como toda a manufatura nacional, tem recebido duros golpes do Custo Brasil, como os juros altos, os impostos exagerados, a deficiência de transportes e logística e a burocracia”, salienta o presidente da Abiplast, acrescentando: “tudo isso foi agravado, em 2011, pelo câmbio sobrevalorizado, que estrangulou ainda mais nossa capacidade de concorrer. Internamente, nossas fábricas são tão ou mais eficientes e competitivas do que as de numerosos países. Porém, sob os efeitos danosos dos ônus que recaem sobre nossa produção, ficam em flagrante desvantagem”.

    Reciclagem

    O perfil setorial apresenta, este ano, as características da indústria brasileira de reciclagem de plásticos pós-consumo. O segmento é constituído por cerca de 800 empresas, que, somadas, têm capacidade instalada para processar 1,2 milhão de toneladas de plástico. No ano passado, seu consumo foi de 804,7 mil toneladas de resíduos pós-consumo. Desse volume, produziu 724 mil toneladas de matéria prima reciclada. A atividade também gera emprego diretamente para mais de 21 mil pessoas. O mapeamento e a compreensão da dinâmica da atividade de reciclagem de material plástico são fundamentais para que nosso setor possa colaborar com a efetiva implantação e sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que por meio da logística reversa representará uma grande oportunidade para aumento da capacidade de reciclagem do produto plástico. E para incentivar o desenvolvimento sustentável do setor de transformados plásticos e reciclagem, a entidade criou recentemente a Câmara Nacional dos Recicladores de Material Plástico.

    Perspectivas para 2012

    De acordo com o presidente da ABIPLAST, a luta pelo resgate da competitividade setorial, como de toda a indústria de transformação do País, é meta emblemática da entidade. “Estaremos mobilizados de modo permanente, ao lado de outras entidades de classe, trabalhando com muito empenho para a melhoria das condições para produzir, crescer e continuar gerando os empregos que o Brasil precisa para conquistar seu efetivo desenvolvimento”. Segundo Roriz, se o Brasil pretende deixar de ser um país de renda mediana, com baixo nível de escolaridade e com um sistema de saúde pública frágil, tornando-se uma nação avançada econômica e socialmente nos próximos anos, é necessário um projeto nacional ambicioso, que tenha a indústria e os setores portadores de tecnologia como principais vetores de expansão. “A manufatura moderna e os serviços informacionais são os segmentos com maior potencial para gerar o fomento tecnológico e, também, os responsáveis pelos melhores empregos, tanto em termos de salário, quanto em qualidade para o trabalhador”. Para a Abiplast, a entrada de milhões de pessoas no mercado de trabalho nos próximos anos, vai exigir que essas atividades multipliquem-se em uma proporção relevante, para que a expansão do PIB seja potencializada e se transforme em desenvolvimento. “Como se vê, a competitividade do setor e de toda a manufatura nacional é uma prioridade da qual os brasileiros não podem abrir mão”, frisa o líder setorial. 

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