Discurso do Presidente da ABIPLAST na abertura da FEIPLASTIC 2013

    21/05/2013

     ÍNTEGRA DO DISCURSO DO PRESIDENTE DA ABIPLAST, JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO NA SOLENIDADE DE ABERTURA DA FEIPLASTIC 2013

    Sr. Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

    Sr. Henri Slezynger, Presidente do Conselho Diretor da ABIQUIM, e caros empresários da indústria de resinas plásticas.

     Sr. Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ, e produtores de máquinas e equipamentos para plásticos.

    Sr. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, a quem eu gostaria de fazer um agradecimento especial: o presidente foi homenageado como homem do ano em Nova York na última quinta-feira. Chegou ao Brasil no final de semana e se prontificou a vir fazer a abertura da FEIPLASTIC. Em nome de todas as empresas transformadoras de plástico, eu gostaria de agradecer-lhe tudo o que tem feito para o desenvolvimento da indústria brasileira.

    Saúdo as autoridades, os organizadores, os patrocinadores, os expositores, os fornecedores, a imprensa e todos os que trabalharam para a montagem deste grande evento. Uma saudação especial aos conselheiros, diretores, presidentes de sindicatos de todos os estados brasileiros presentes e aos companheiros empresários da indústria de transformação.

     Agradeço, na pessoa do Juan Pablo, toda equipe da Reed, lembrando quando, há cerca de 18 meses, iniciamos o projeto de realizar esta feira, tornando-a cada vez mais internacionalizada e representativa na cadeia produtiva do plástico. E constatamos hoje, já na primeira edição, que todos os espaços foram ocupados com muita antecedência, espelhando toda importância e potencial desta indústria no Continente Sul Americano.

     

    Senhoras e senhores:

    A FEIPLASTIC é muito importante para o setor de transformação plástica. Aqui, em torno dos transformadores, podemos encontrar nossos fornecedores de resinas, máquinas, equipamentos, periféricos, acessórios, compostos, master, moldes, fornecedores de serviços: design, software, consultorias diversas e especialistas, bancos, logística, armazenamento, meio ambiente, reciclagem e desenvolvimento de recursos humanos, dentre outros produtos e serviços.

    É uma oportunidade excelente para a troca de informações, análise do mercado e das dificuldades a serem vencidas.

    Aqui, tenho certeza, pessoas e empresas poderão aprender, prospectar, interagir, encontrar soluções, fazer negócios, acessar novos sistemas produtivos e tecnologias, realimentando o processo inovativo, que é o objetivo maior de todo empresário, no âmbito de sua responsabilidade de perpetuar o sucesso de suas empresas.

    Portanto, o encontro de todos nós na FEIPLASTIC nos proporciona, nestes dias, massa critica, estimulando a busca de inovações, soluções tecnológicas de ponta e propiciando criar relações comerciais duradouras.

    A indústria de transformação tem a responsabilidade de produzir não só diretamente para o consumidor final, como também para praticamente todos os segmentos da economia, citando alguns como os de: embalagens para a indústria de alimentos e bebidas, limpeza, cosméticos, farmacêuticos, produtos para a indústria automobilística, elétrica, eletrônica, móveis, construção civil, saúde, agricultura, máquinas e equipamentos e tantas outras.

    É no dia a dia da indústria de transformação que se concentram os principais processos inovativos, que começam na escolha do material, no design com forma e textura, impressão, self-life, performance, praticidade, reciclagem, armazenamento, rotulagem e reaproveitamento do produto final. Tudo isto tem de ser feito com custos competitivos, sob pena de perdermos a preferência do cliente final para produtos importados e não podermos exportar parcela da nossa produção.

    A Indústria de Transformação está presente em todos os Estados Brasileiros, na grande maioria dos municípios, inclusive alguns grandes centros urbanos. E convive de maneira harmoniosa e amigável em todos os locais nos quais  está instalada.

    Existem cerca de 11.700 empresas que transformam plástico no Brasil, na sua maioria, médias e pequenas (82% exportações do Brasil para a Alemanha foram de empresas médias e pequenas). Estas empregam mais de 350 mil trabalhadores.

    Somos o terceiro maior empregador da indústria brasileira e pagamos a maior remuneração média entre os cinco maiores setores empregadores do País.

    Se olharmos os nossos números, estamos perdendo a nossa competitividade a cada dia, com nossos déficits comerciais dobrando a cada três anos. Esta desvantagem já começa no início do nosso processo produtivo, com o custo da nossa matéria-prima, seguido dos diversos outros ônus de se produzir no Brasil, que são horizontais a todas as indústrias.

    O governo teve muita coragem no ano passado de tocar em pontos importantes para diminuir o gap competitivo com os países que concorremos. Iniciativas para buscarmos taxas de juros civilizadas, desonerações da folha e tributárias, Plano Brasil maior e energia elétrica mais barata. Além disso,  houve avanços recentes, que visam melhorar a qualidade e diminuir os custos na nossa debilitada infraestrutura. Foram ações importantes, mas ainda há muito que fazer para que se diminua o custo tão alto de se produzir no Brasil.

    Se dependermos da vontade do empresário da indústria de transformação, sabemos que não há dúvida de que o melhor caminho para o fortalecimento das cadeias produtivas seria o de buscar a sinergia entre todos os seus elos. A coesão na busca de soluções potencializa os esforços e viabiliza resultados mais rápidos e eficazes.

    Porém, a situação em que se encontra a indústria de transformação é dramática. Em algum momento, deve ser considerada por aqueles que formulam as políticas públicas, sob pena de se comprometer os investimentos necessários ao desenvolvimento desse setor, que suporta a competitividade de tantas outras cadeias produtivas, que utilizam sob as mais variadas formas os nossos produtos. Agora é hora de desenvolvermos a transformação plástica brasileira. É neste elo da cadeia que se agrega valor à matéria-prima e se potencializa a criação de empregos de boa qualidade.

    Mais uma vez, agradeço o presidente Luciano Coutinho e a equipe do BNDES, que sempre estiveram abertos ao diálogo. O Banco possui produtos e desenvolve ações direcionadas de extrema importância para o desenvolvimento da cadeia produtiva do plástico no Brasil.

    Obrigado a todos e aproveitem esta oportunidade ímpar que representa a FEIPLASTIC.

                                      Faça Aqui o download do discurso em pdf  Imagem

     

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