Eleições precisam despertar ambição de desenvolvimento

    23/04/2014

    O Brasil necessita de uma estratégia para iniciar um novo ciclo de expansão, pois não pode continuar condenado a não crescer. Sem investimentos, é impossível melhorar a infraestrutura e aumentar a oferta de produtos e serviços com inovação e tecnologia. Com o governo gastando mal e muito, não temos como baixar os juros, e não é mais possível tolerar a péssima qualidade dos serviços públicos e a precariedade da educação, saúde e segurança. Se não incentivarmos os jovens e os que podem trabalhar, mas se acomodaram com programas sociais, não teremos capacitação profissional, tão necessária para crescer.

    Tais desafios também são dificultados pela burocracia, que inferniza a vida das pessoas e empresas e aumenta os custos, eliminando boa parte dos ganhos de renda da ultima década. Inflação não se combate só com juros, mas principalmente com eficiência e produtividade e seus reflexos no equilíbrio entre oferta e demanda, com produtos inovadores e de baixo custo. É preocupante observar a inexistência de um plano para mudar a conjuntura. Parece faltar ambição ao País. Aonde estamos indo? Quais as métricas para a sociedade medir e cobrar resultados? Qual é o futuro de nação que projetamos para despertar o ânimo dos jovens empreendedores e empresários que querem investir?

    Nada mais oportuno para responder essas questões do que este ano eleitoral, pois todos os que serão eleitos assumem imensa responsabilidade. O equilíbrio fiscal, condicionante à queda dos juros sem risco de inflação, depende de todas as instâncias do poder público, assim como a racionalização dos tributos e investimentos em infraestrutura. Quanto aos deputados federais e senadores, é necessário que reafirmem a autonomia do Legislativo, contribuindo para que o País tenha um arcabouço legal compatível com os padrões globais de competitividade. Esta tarefa também compete ao Executivo Federal, que deve, ainda, reduzir gastos supérfluos, ampliar seus investimentos, dinamizar programas como as parcerias público-privadas e r ealizar política monetária (juros e câmbio) de estímulo à economia. Ademais, não podemos mais adiar a melhora de qualidade dos serviços públicos!

    Missão prioritária é resgatar a capacidade concorrencial da indústria. Estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp aponta que, dentre as nações mais relevantes em termos de renda, produção e população, as que conseguiram alcançar o desenvolvimento apresentaram, no mínimo, 20% de participação da manufatura no PIB. Aqui, esse índice era de apenas 13% em 2012. No entanto, o “Custo Brasil” (composto por carga tributária, burocracia, capital de giro, energia/matéria-prima e infraestrutura/logística), somado à política monetária dissociada da realidade mundial, é um grave obstáculo: fabricar aqui é no mínimo 34,2% mais caro do que nos países com os qu ais concorremos.

    É imprescindível abordar esses temas no debate eleitoral. Independentemente de quem vença as eleições ao Governo Federal, estados, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas, é crucial que os eleitos, sem ferir sua identidade partidária e seus compromissos políticos republicanos, pensem de modo prioritário no Brasil. Temos imenso potencial para crescer, mas é necessária uma estratégia de longo prazo para o desenvolvimento econômico e social.

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