Reciclagem de embalagens plásticas pós-consumo

    08/05/2015

    A Feiplastic existe há 30 anos, e nunca se viu uma presença tão significativa de indústrias recicladoras na tradicional feira como na edição de 2015, que vai até sexta-feira, 8 de maio, das 11 às 20 horas, no Anhembi, em São Paulo. Em um amplo espaço denominado “Operação Reciclar”, o segmento expõe produtos como o tijolo ecológico, molduras de quadros, garrafa térmica, moldes para telhas e peças automotivas – tudo feito de plástico reciclado pós-consumo. Uma máquina separadora*, capaz de separar os produtos conforme cor e material, está funcionando o tempo todo, o que atrai a curiosidade dos visitantes.

    É razoável supor que a preocupação com a reciclagem não resulta de uma moda passageira. O fato é que, cada vez mais, a sociedade como um todo, e o setor produtivo em particular, busca soluções para questões cruciais, como o uso racional de recursos e a destinação das toneladas de resíduos geradas diariamente.

    No que diz respeito ao uso racional de recursos, vale ressaltar que o principal ganho que se tem com a reciclagem é transformar os resíduos em matéria-prima para confecção de novos produtos preservando desta forma o meio ambiente, reduzindo assim o volume de embalagens encaminhadas aos aterros sanitários. Mas há outras vantagens fundamentais, como a economia de recursos naturais e energia elétrica.

    PNRS já tem cinco anos


    A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi implementada por meio da Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010. A nova legislação introduziu temas como: responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; logística reversa; e o acordo setorial.
    O objetivo principal da nova lei é minimizar o volume de resíduos sólidos. “Para se ter uma ideia, 35% de todo o lixo recolhido no Brasil resultam de embalagens descartadas”, informa Gilmar do Amaral, consultor da Abiplast.

    A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos consiste na “responsabilização” conjunta, encadeada e proporcionalmente distribuída entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

    A logística reversa consiste em ações, procedimentos e meios que buscam viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou outra destinação. Uma vez que o plástico é 100% reciclável, “o pote de iogurte de hoje pode ser o para-choque do seu carro amanhã”.

    “Para que a ideia de logística reversa saísse realmente do papel e pudesse ser implantada de maneira eficiente, os diversos setores produtivos impactados pela nova PNRS mobilizaram-se para consolidar um Acordo Setorial”, esclarece Amaral. Este é um ato de natureza contratual, firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes. Seu propósito é implantar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

    “A proposta de Acordo Setorial foi entregue ao Ministério do Meio Ambiente em Dezembro de 2012, passou por consulta pública, finalizada em novembro de 2014, e em breve deverá ser implementado de fato”, informa o especialista.

     

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