Inovação e pesquisa: Finep está na Feira Internacional do Plástico

    08/05/2015

    Inovação e pesquisa: Finep está na Feira Internacional do Plástico

    “Ainda temos uma tendência a enxergar a inovação como despesa acessória, quando, na verdade, é um investimento fundamental”, afirma Rodrigo Secioso, gerente do Departamento de Processos Industriais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Na companhia do colega Rafael Senra da Costa, analista na mesma instituição, ele visitou o estande da Abiplast na Feiplastic na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, e ministrou palestra às 14 horas, na Ilha do Conhecimento.

    Secioso e Costa estão na Feiplastic para elucidar as principais dúvidas dos empresários do setor plástico – um dos segmentos industriais que mais poderiam se beneficiar com as diversas modalidades de financiamento disponíveis via Finep.

    Para ilustrar a importância de os empresários e investidores estarem atentos às oportunidades viabilizadas pela Finep, Secioso cita que a produtividade da indústria brasileira permanece estagnada desde a década de 1980. Enquanto isso, nos países asiáticos, especialmente a China, a curva de produtividade deu um verdadeiro salto nas últimas décadas. Na opinião do especialista, isso se deve ao fato de a indústria brasileira ter focalizado, principalmente, a expansão da capacidade instalada e a substituição de equipamentos importados por equivalentes nacionais, sem, no entanto, colocar a inovação em pauta com a ênfase que ela mereceria. “O grande problema da indústria brasileira é a produtividade da mão de obra, e a chave é a inovação”, ele resume.

    Mas, afinal, o que é inovação?

    “Não é a mera compra de equipamentos mais modernos, e tampouco a contratação de algum tipo de ‘professor Pardal’ que ficará desenvolvendo invenções mirabolantes”, brinca Secioso. “A inovação aprimora e otimiza algo já existente. Ela soluciona problemas e potencializa resultados”, diz.

    Ele também ressalta que, embora o dinheiro “barato” (capital subvencionado) seja importante, ele não é garantia de sucesso na busca por inovação: “Com a circulação de informações que existe hoje, não faz sentido ‘quebrar a cabeça’ para tentar encontrar uma solução sozinho. A inovação se faz com parceria e conhecimento”, acrescenta o gerente de processos industriais. Desse modo, ainda que a Finep financie a importação de equipamentos, esta deve estar associada à importação da tecnologia e do conhecimento. “É por isso que o uso dos recursos da Finep é bem flexível. Ele pode servir para comprar maquinário, treinar mão de obra, realizar pesquisa etc. A rigidez está na sua destinação: o recurso só pode ser aplicado na obtenção do objetivo previsto pelo projeto financiado”, esclarece Secioso.

    Recursos reembolsáveis e não reembolsáveis

    O apoio pode ser estendido a todo o ciclo de ciência, tecnologia e inovação – contemplando, portanto, as etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção pioneira e inovação. Recursos não-reembolsáveis podem ser destinados, por exemplo, a convênios entre universidades e empresas, quando determinado objetivo é buscado com a certeza de que sua conquista traria grandes benefícios à sociedade, mas existe sério risco de os resultados desejados não serem alcançados.

    A Finep também oferece apoio financeiro para a realização de encontros, seminários e congressos focados em inovação, bem como, para feiras tecnológicas. Atualmente, o CNPq é o responsável pela seleção, avaliação e contratação das operações.

    Quanto ao Finep reembolsável, os profissionais detalham alguns pontos: o produto Finep 30 dias, por exemplo, analisa o mérito de uma solicitação de financiamento em no máximo um mês. “Pode parecer bastante tempo, mas não é, pois estamos utilizando recursos públicos e as exigências são rigorosas, especialmente quanto às garantias”, comenta Secioso. Por meio desse modelo de financiamento, é possível destinar recursos para a melhoria do status tecnológico do parque produtivo nacional, garantindo nossa competitividade perante o mercado global. Seus aportes variam conforme o porte da empresa.

    Startups também têm vez com o Projeto Inovar, que dispõe de um amplo conjunto de ações para estimular novas empresas. Um de seus pilares é o aporte de capital de risco.

    A Finep é uma empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

     

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