Guerra ao isopor se espalha pelo mundo

    03/07/2015

    Uma luta árdua se anuncia para os próximos meses: desfazer equívocos sobre os potenciais de uso e reciclagem do poliestireno (isopor).

    Isso porque o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, proibiu radicalmente o uso de copos e embalagens de isopor, e a notícia vem despertando simpatia e entusiasmo entre alguns formadores de opinião brasileiros. Pode até colocar combustível no projeto de lei apresentado em fevereiro deste ano pelo vereador Gilberto Natalini (PV), que também propõe a abolição dos copos térmicos e das embalagens de alimentos em poliestireno expandido no Município de São Paulo.

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    Imagem de arquivo mostra copo de isopor descartado em lixo de Nova York (Foto: Mark Lennihan/AP) 

    Ao contrário do que vem sendo ventilado pelos entusiastas da radicalização nova-iorquina, o isopor 100%reciclável, e a indústria do plástico vem se mobilizando para garantir o retorno dos produtos plásticos pós-consumo à indústria de transformação, de modo que novos produtos plásticos sejam produzidos e o ciclo seja fechado.

    E cabe ressaltar que a indústria do plástico está, sim, atenta às demandas ambientais. Há iniciativas como o InPev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) e o Programa Jogue Limpo, que estimulam o retorno de embalagens pós-consumo ao setor produtivo. Estes programas ajudam a evitar a contaminação ambiental que poderia advir de resíduos perigosos – respectivamente, das embalagens de agrotóxicos e de óleos lubrificantes.

    Outra evidência do engajamento da indústria do plástico refere-se à elaboração do Acordo Setorial para implementação de sistema de logística reversa de embalagens pós-consumo de produtos não perigosos. Com este sistema de logística reversa, as embalagens pós-consumo poderão chegar mais facilmente à indústria de reciclagem, que promove o beneficiamento dos resíduos e seu redirecionamento para a indústria de transformação.

    Mas, convém ressaltar: para que este sistema de logística reversa de embalagens tenha sucesso, é necessário o engajamento de toda a sociedade, o que inclui consumidores, indústrias fabricantes e usuárias de embalagens, distribuidores etc. Ou seja: é fundamental que todos os atores envolvidos abracem a causa da sustentabilidade. Apenas estigmatizar um produto e proibir seu uso e comercialização é saída fácil de legisladores e governantes. Um real compromisso com a sociedade exige mais do que essas soluções simplistas!

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