Sebrae lança projeto para aquecer setor no ABC

    29/08/2016

    O Sebrae lançou, em parceria com a Braskem e a ABIPLAST, o Picplast (Programa de Incentivo à Cadeia do Plástico do Grande ABC). O projeto consiste em aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas transformadoras de material plástico da região. O evento aconteceu no Sebrae Grande ABC, em Santo André. Existente há dois anos, o programa já está em desenvolvimento em outros sete Estados, começando em São Paulo pelo Grande ABC. A iniciativa, que pretende formar grupo de 20 pequenos ou microempresários do ramo plástico, começa em setembro e tem duração de 12 meses. De acordo com o gerente do escritório regional do Grande ABC, Arthur Furtado Achoa, o projeto é classificado como encadeamento produtivo, com objetivo de gerar aumento de produtividade e receita, e reduzir despesas.

    As ferramentas utilizadas são orientações de gestão, palestras e consultorias.

    Pequeno porte

    Segundo Achoa, muitas empresas de pequeno porte têm dificuldade em identificar os problemas, por usarem acompanhamento simplificado. O programa oferece indicadores para monitorar o desempenho e, a partir daí, otimizar os processos. Achoa também destaca que é abordada a necessidade de atualização, prestando atenção às mudanças do mercado. “Elas precisam observar o que os clientes querem, para atendê-los da forma correta. Nós, enquanto consumidores, exigimos cada vez mais. Conforme muda o cenário, muda a exigência.” De acordo com o gerente de relações institucionais da Braskem, Flávio Chantre, o resultado que a petroquímica já obteve em outros Estados é muito satisfatório. Chantre estima que existam em torno de 1.000 empresas transformadoras de plástico no Grande ABC, sendo 90% de micro ou pequeno porte, indicando que muitas delas podem ser capacitadas, a partir da formação de novas turmas. Achoa afirma que o programa pode ser muito importante para os empreendedores que estão sofrendo com a crise. “As grandes empresas, em geral, têm mais recursos, sejam humanos, técnicos ou financeiros, para atravessar a turbulência. Um programa como esse pode ser ótima contribuição para micro e pequenas empresas, que, então, conseguem otimizar processos e reduzir desperdício de matéria-prima, por exemplo.” O mesmo projeto de encadeamento produtivo já foi realizado na região com a Gerdau que, inclusive, foi apresentado como case de sucesso durante o lançamento do programa. No primeiro encontro, 16 empresas estiveram presentes, entre fabricantes de embalagens, sacolas plásticas, plástico de engenharia para outras indústrias e moldes. Ainda há vaga para outras quatro. Para participar, os empresários precisam desembolsar valor próximo a R$ 2.000, parcelado em dez vezes. 

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