Startup brasileira PrintGreen3D cria filamento inovador e sustentável para impressoras 3D e apresenta essa solução na Operação Reciclar dentro da FEIPLASTIC

    22/03/2017

    Startup brasileira PrintGreen3D cria filamento inovador e sustentável para impressoras 3D e apresenta essa solução na Operação Reciclar dentro da FEIPLASTIC

    São Paulo, 22 de março de 2017 – Há pouco tempo, era difícil acreditar que qualquer pessoa pudesse ter em sua própria casa uma máquina capaz de produzir diferentes tipos e formatos de peças. No entanto, a recente popularização das impressoras 3D – criadas por Chuck Hull em 1984 – deixaram de ser uma tecnologia fechada e cara. Foi quando, em 2004, surgiu o movimento RepRap, que disseminou a ideia da impressora como autorreplicável, para que ela, sozinha, pudesse fabricar peças e o usuário fosse livre para modificar e melhorar sua impressora.

    Sócio fundador da startup brasileira PrintGreen3D, William Lima observou que um dos obstáculos para ampliação do mercado no Brasil era o custo elevado do filamento: “ele é o suprimento desse tipo de impressora, como se fosse a tinta dessas que temos em casa. Acontece que praticamente não existe produção nacional, ou seja, o filamento sofre alteração cambial para ser importado, o que o torna mais caro”. Foi então que William, que é engenheiro de computação, iniciou uma pesquisa com foco em tentar produzir um material mais acessível e, porque não, mais sustentável também. “Os filamentos, de maneira geral, são produzidos de matérias-primas virgens e então decidi que encontraria um meio de obter o mesmo produto a partir de resíduos plásticos recicláveis”, conta.

    William passou a guardar garrafas PET, copos descartáveis, e outras embalagens plásticas para iniciar sua pesquisa. Em 2015, o projeto ganhou ainda mais força com a parceria do SENAI e o material passou a ser adquirido também de catadores e cooperativas. “Foram 1 ano e 05 meses de estudo e, hoje, posso afirmar que chegamos numa boa composição: o filamento da PrintGreen3D possui 75% de material reciclado e vem obtendo ótimas avaliações dos nossos clientes. Além disso, por ser produzido a partir de descarte e ser nacional, seu preço é bem mais acessível também”, afirma.

    Essa tecnologia estará presente na Operação Reciclar que ocorrerá de 3 a 7 de abril, no Expo Center Norte, dentro da FEIPLASTIC. A ABIPLAST, como atual curadora da Operação Reciclar inovou, trazendo soluções de alto valor agregado que utilizam material plástico reciclado.

    Segundo pesquisa da Gartner Summits estima-se que o mercado global de impressão 3D irá atingir, até 2016, a marca de U$ 3,1 bilhões de dólares, sendo cerca de U$ 5.2 bilhões até 2020. Ou seja, trata-se de um mercado promissor. No Brasil, são aproximadamente 500 mil usuários, que movimentam cerca de R$ 6.000.000,00 por ano. Marcela Lima, sócia da startup, afirma que os números ainda crescerão muito, principalmente pelas grandes oportunidades que o mercado gera em todas as áreas de negócio. “Há uma infinidade de usos possíveis, como na educação (para produção de maquetes), na engenharia (para a criação e estudo de protótipos), na medicina, entre outras diversas áreas. Já existem empresas que criam e doam próteses como pernas, braços etc, permitindo melhor qualidade de vida a essas pessoas. E esse é o nosso foco: produzir filamentos de qualidade e financeiramente viáveis para contribuir com a sociedade”, finaliza.

    Site: www.printgreen3d.com.br
    Mais informações:
    William Lima | Cel. 11 98851-2598
    Marcela Lima | Cel. 11 99477-2697
    E-mail: contato@printgreen3d.com.br

     

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